O boato de que o INSS está obrigado a converter todo auxílio-doença em aposentadoria por invalidez causou confusão nas redes sociais em 2025. Muita gente procura entender se o benefício por incapacidade temporária, conhecido como auxílio-doença, realmente vira aposentadoria por invalidez assim que o trabalhador perde a possibilidade de exercer sua função habitual. Porém, a legislação previdenciária deixa claro que essa conversão não é automática e depende de critérios objetivos definidos pela perícia médica do instituto.
Essa dúvida é relevante para todos os que dependem dos benefícios do INSS e buscam segurança em relação aos seus direitos previdenciários. Entenda neste artigo como funciona esse processo, o que mudou recentemente, quais os procedimentos e alternativas quando o benefício é negado e os direitos das pessoas que passam por reavaliação pericial.
O que muda no INSS em 2025?
Em 2025, o Instituto Nacional do Seguro Social atualizou algumas regras relacionadas à reabilitação profissional, sem alterar os critérios para a conversão do auxílio-doença em aposentadoria por invalidez. O programa de reabilitação, por exemplo, não só foi mantido como recebeu nova regulamentação, facilitando o acompanhamento de quem busca retomar alguma atividade laboral.
A principal novidade está na formalização das etapas do processo de reabilitação e na exigência de documentação conclusiva sobre a possibilidade — ou não — de o segurado exercer alguma função, ainda que diferente da que ocupava anteriormente.
Diferenças entre auxílio-doença e aposentadoria por invalidez
Embora estejam relacionados à incapacidade laboral, auxílio-doença e aposentadoria por invalidez possuem diferenças fundamentais. O auxílio-doença é temporário, concedido quando o trabalhador se encontra incapaz de exercer suas funções por um período determinado, mas com expectativa de recuperação ou adaptação. Já a aposentadoria por invalidez (agora chamada de aposentadoria por incapacidade permanente) é destinada àqueles que, após avaliação médica e esgotamento das possibilidades, demonstram incapacidade permanente e sem chance de reabilitação para qualquer outra função.
Quando o INSS pode negar a conversão?
O INSS pode negar a conversão do auxílio-doença em aposentadoria por invalidez quando a perícia médica identificar que o trabalhador pode ser reabilitado para atuar em outra função, mesmo que não possa retornar à sua ocupação anterior. Enquanto houver possibilidade de recuperação ou readequação, o órgão orienta o segurado ao programa de reabilitação profissional. Somente após esgotadas todas as tentativas e comprovada a incapacidade permanente — registrada formalmente pela equipe multidisciplinar — é que o benefício pode ser transformado em aposentadoria por invalidez.

Direitos do segurado na reavaliação pericial
Quem está em benefício temporário tem direito a ser avaliado periodicamente por uma equipe médica do INSS, podendo, inclusive, apresentar relatórios e exames complementares. O processo tem transparência e permite ao segurado recorrer de decisões ou questionar perícias. É fundamental apresentar documentação médica recente e acompanhar com atenção cada etapa da reavaliação. Caso não concorde com o laudo, pode solicitar nova perícia ou procurar instâncias administrativas e judiciais.
Procedimentos para solicitar a aposentadoria por invalidez
O caminho para solicitar a aposentadoria por invalidez começa com a marcação da perícia médica no site ou aplicativo oficial Meu INSS. O segurado precisa reunir laudos, exames e atestados que comprovem de maneira detalhada o histórico de seu tratamento e a incapacidade para o trabalho. Se a conclusão for de incapacidade permanente e ausência de possibilidade de reabilitação para outra atividade, a equipe do INSS emitirá parecer conclusivo e formalizará a conversão do benefício.
Documentos recomendados
- Laudos recentes de especialistas
- Exames complementares atualizados
- Relatórios do histórico clínico e evolução do quadro
- Comprovação de carência mínima quando aplicável
Recursos e alternativas se o benefício for negado
Se o pedido de conversão for negado, o segurado tem direito a contestar a decisão. Inicialmente, pode apresentar recurso administrativo diretamente no Meu INSS. Persistindo a negativa, é possível procurar apoio jurídico especializado em direitos previdenciários para recorrer à Justiça e obter nova análise. Outra alternativa, sempre recomendada, é manter toda documentação organizada, visto que avaliações futuras poderão reforçar o direito ao benefício permanente em caso de agravamento.
Perguntas Frequentes
- O INSS é obrigado a converter auxílio-doença em aposentadoria por invalidez sempre?
Não. O instituto só realiza a conversão em casos comprovados de incapacidade permanente e impossibilidade de reabilitação profissional. - Posso solicitar diretamente a aposentadoria por invalidez sem passar pelo auxílio-doença?
O caminho mais comum é começar pelo auxílio-doença, pois a incapacidade é inicialmente considerada temporária. Porém, casos comprovados e documentados podem ser avaliados diretamente. - Perdi meu emprego por incapacidade. Isso garante aposentadoria automática?
Não. A concessão depende da conclusão da perícia do INSS e análise do histórico profissional e médico.
Se precisa solicitar a aposentadoria por invalidez ou o auxílio-doença, assista ao vídeo abaixo e saiba exatamente o que fazer para ter seu benefício liberado!

















