Muitos acreditam que todos no Brasil já contam com energia elétrica em casa, mas milhares de famílias rurais seguem esperando pela chegada desse serviço. O programa Luz para Todos 2026 promete reduzir esse desafio social, levando eletrificação até lugares que ainda vivem no escuro, transformando o acesso à energia.
Entender quem pode participar, como solicitar e acompanhar o andamento é fundamental para famílias de áreas rurais, comunidades tradicionais, assentamentos e regiões remotas.
O Luz para Todos 2026 representa muito mais do que instalação elétrica: é acesso a direitos, dignidade e inclusão em todo o Brasil.
O que é o programa Luz para Todos?
O Luz para Todos foi criado em 2003 com a finalidade de universalizar o acesso à energia elétrica no meio rural brasileiro.
O programa, conduzido pelo Ministério de Minas e Energia, em parceria com a Eletrobras e concessionárias locais, já proporcionou eletrificação a mais de 3,6 milhões de domicílios, beneficiando cerca de 17,2 milhões de brasileiros desde a sua implantação.
A iniciativa nasceu para combater a exclusão elétrica que atingia, no início dos anos 2000, aproximadamente 10 milhões de brasileiros no campo — muitos deles em condições de vulnerabilidade e sem renda para arcar com conexões particulares.
Como funciona o Luz para Todos 2026?

O programa Luz para Todos 2026 segue etapas rígidas e auditáveis para garantir eficiência e segurança. A meta definida para esta fase é ligar cerca de 124.744 novas unidades consumidoras até dezembro de 2026, com orçamento de R$ 2,6 bilhões.
O foco inclui, além de áreas rurais do Brasil inteiro, populações isoladas da Amazônia Legal, que devem ser assistidas até o final de 2028.
Etapas do processo
- Identificação: Comunidade, família, líder local ou associação informa a ausência de energia à concessionária.
- Solicitação: Pedido oficial registrado junto à concessionária de energia local, com entrega de documentos básicos.
- Análise técnica e socioeconômica: Verificação da viabilidade e da real necessidade, priorizando quem mais precisa.
- Planejamento e execução: Definição do trajeto da rede, instalação de postes e transformadores. Em locais remotos, pode envolver o uso de energia solar ou outras fontes renováveis, caso a rede convencional não seja viável.
- Conexão: Ligação gratuita para residências com consumo até 50 kWh. Acima deste valor, avaliação de possível custo adicional.
Conclusão do processo costuma ocorrer em até 30 dias após aprovação da análise técnica, salvo situações logísticas ou geográficas especiais.
Quem pode participar do Luz para Todos?
O programa se destina a famílias, espaços coletivos, escolas, postos de saúde, poços comunitários e outras unidades consumidoras em áreas rurais ou regiões remotas da Amazônia Legal ainda sem energia pública regular. As solicitações são avaliadas conforme tipo de perfil e prioridade.
Critérios prioritários de atendimento
- Famílias de baixa renda, conforme Decreto nº 11.016/2022
- Inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico)
- Indígenas, quilombolas, assentamentos rurais e comunidades em Unidades de Conservação.
- Beneficiários de programas sociais do governo
- Unidades de saúde, escolas públicas, poços e sistemas de abastecimento coletivo
Exclusão ou adiamento do atendimento pode ocorrer em locais já atendidos por fonte não renovável, mas prioritariamente são incluídos na programação até 2028.
Quais são os objetivos do programa Luz para Todos?
A iniciativa tem por metas:
- Levar energia elétrica a todos os domicílios rurais e regiões remotas da Amazônia Legal
- Diminuir desigualdades sociais e regionais, promovendo cidadania e combate à pobreza energética
- Viabilizar o uso de energia limpa e renovável (principalmente solar) em áreas de difícil acesso
- Garantir continuidade e sustentabilidade do serviço, inclusive com capacitação de mão de obra local
- Valorizar cultura e respeito às comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas
A democratização da energia impacta não apenas o conforto, mas também a saúde, a educação, o desenvolvimento econômico e a inclusão digital.
Documentos necessários para solicitar o benefício
Ao registrar o pedido junto à concessionária, o interessado apresenta obrigatoriamente:
- Documento de identificação pessoal (RG ou CPF)
- Comprovante de residência
- Número de Identificação Social (NIS), se inscrito no CadÚnico
Outros documentos podem ser solicitados para comprovar situação de vulnerabilidade, vínculo comunitário ou perfil priorizado.
Como solicitar o Luz para Todos?
O caminho inclui as seguintes etapas práticas:
- Dirija-se à concessionária de energia responsável pelo município ou região.
- Leve documentação pessoal e, se for o caso, comprovantes de participação em cadastros sociais.
- Solicite registro do pedido e guarde o número de protocolo (acompanhamento é feito por este número).
- Em caso de dúvidas ou dificuldades, procure a prefeitura, associações locais ou o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social).
A concessionária tem até 30 dias para retorno sobre execução, exceto em situações de dificuldade técnica extrema.
Prazos e vigência do programa
O Luz para Todos 2026 está vigente até 31 de dezembro de 2026 para o atendimento de populações rurais, e até 31 de dezembro de 2028 para regiões isoladas da Amazônia Legal. Não há previsão de novas etapas após esse período, então é fundamental registrar o pedido dentro do prazo.
Impacto social do Luz para Todos
O acesso à energia elétrica mudou a realidade para milhões de brasileiros. Além do conforto e segurança, a eletricidade permite conservar alimentos, estudar à noite, acessar internet e informações e investir em pequenos negócios.
Escolas e postos de saúde também ganham estrutura adequada para o ensino e o atendimento.
A ampliação da energia rural, em 2026, cria condições para a fixação das famílias no campo, reduz a migração para as cidades, incrementa a produtividade agrícola e estimula a inclusão digital. Tudo isso contribui, direta e indiretamente, para a redução das diferenças regionais.
Perguntas frequentes
Como acompanhar o andamento do pedido?
O acompanhamento é feito por meio do número de protocolo fornecido pela concessionária no ato do registro. Informações adicionais podem ser obtidas diretamente na concessionária ou por meio do CRAS local.
Comunidades indígenas e quilombolas precisam apresentar inscrição no CadÚnico?
Não obrigatoriamente, mas ter inscrição no CadÚnico pode agilizar a análise de prioridade. Comunidades tradicionais têm atendimento prioritário, mesmo sem esse cadastro.
Acesse o portal O Bolsa Família Brasil e saiba mais.













