O Programa Bolsa Família sofreu novas mudanças em 2026, colocando a frequência escolar como um fator de atenção máxima para manutenção do benefício. A Portaria Interministerial MEC/MDS nº 12 definiu regras e atribuições mais rigorosas para famílias beneficiárias, redes de ensino e gestores públicos, visando o acompanhamento e registro da frequência de crianças e adolescentes matriculados (até 18 anos incompletos) nas escolas.
Ao identificar baixa frequência escolar, o sistema gera um alerta vermelho, sinalizando possível interrupção do benefício para a família. O objetivo central é garantir o acesso contínuo à educação, combater a evasão escolar e identificar vulnerabilidades sociais que exijam atuação de órgãos públicos. O acompanhamento é realizado principalmente por meio do Sistema Presença, que padroniza o controle dos registros de presença em âmbito nacional.
Essas regras reforçam a compreensão da frequência como uma exigência orientada para garantir direitos e acesso à educação para jovens em situação de vulnerabilidade, conforme as diretrizes constitucionais.
Frequência escolar e alerta vermelho no Bolsa Família 2026
Diferente do que vigorava até 2022, a atual portaria alterou a faixa etária acompanhada: agora vai de 4 até 18 anos incompletos. Antes, era de 4 a 21 anos. Estudantes entre 18 e 21 anos não são mais obrigados a comprovar presença escolar para fins de condicionalidade. Outro ponto relevante é que as horas de atividades complementares, como oficinas ou projetos extracurriculares reconhecidos pela escola, podem ser consideradas na apuração da frequência, desde que autorizadas pela gestão escolar.
A baixa frequência escolar, quando detectada pelo Sistema Presença, é tratada como situação de alerta. Em vez de punição imediata, o entendimento é que esse indicativo exige apuração do motivo, contato com a família e oferta de suporte por meio das redes locais de assistência social, saúde e educação. Só em situações sem justificativa ou sem aderência a propostas de acompanhamento, será considerado o bloqueio ou corte do benefício.
A nova portaria fortaleceu também a atuação articulada entre União, estados e municípios para garantir que nenhuma criança, adolescente ou jovem apto perca o benefício exclusivamente por condições que o poder público deve acompanhar.
Responsabilidades das escolas e gestores públicos
As escolas públicas e privadas que possuem alunos do Bolsa Família agora têm obrigações diretas: lançar mensalmente a frequência escolar no Sistema Presença, informar casos de baixa frequência, abandono ou mudança de colégio, e buscar a família para apurar a causa da ausência. Gestores educacionais, por sua vez, recebem orientações técnicas e apoio para padronizar procedimentos, integrando o acompanhamento à assistência social e à saúde do município ou estado.
Os conselhos de educação podem acessar relatórios gerados pelo sistema, preservando o sigilo conforme a Lei Geral de Proteção de Dados. Essas informações subsidiam ações e políticas públicas para combater a evasão escolar e promover acesso efetivo ao direito à educação.
Para gestores e profissionais, é oferecido treinamento contínuo, com suporte operacional para garantir a qualidade das informações e correta gestão dos indicadores escolares relacionados ao Bolsa Família.
Sistema Presença e fluxos municipais

O Sistema Presença consolidou-se como plataforma central para toda comunicação e registro. Estados e municípios podem utilizar métodos próprios, desde que adaptem suas bases de dados e sigam o calendário nacional estabelecido pelo Ministério da Educação.
No âmbito municipal, é indispensável garantir o compartilhamento de informações também com escolas particulares que possuam estudantes beneficiários. A precisão nos dados lançados é elemento-chave: informações incorretas podem prejudicar famílias e impactar erroneamente as estatísticas educacionais e de repasse do programa.
Capacitação e prazos para registro das condicionalidades
As equipes escolares e gestoras passam por capacitação periódica promovida pelo MEC e MDS, numa estratégia de suporte técnico que visa padronizar e agilizar o processo de acompanhamento. O prazo para lançamento dos dados referentes ao último bimestre de 2025 vai até 31 de janeiro de 2026. O não cumprimento desses registros pode afetar diretamente a manutenção do auxílio para as famílias impactadas.
Perguntas frequentes
- O que pode causar o corte do benefício por baixa frequência escolar? O corte pode ocorrer se a frequência do estudante beneficiar ficar abaixo do percentual exigido e não houver justificativa aceita nos prazos previstos.
- Como recuperar o benefício suspenso? Regularize a frequência e procure o CRAS ou a escola, que informarão os próximos passos para reversão do bloqueio quando aplicável.
- Quais estudantes são obrigados a cumprir frequência? Crianças e jovens de 4 a 18 anos incompletos cujas famílias recebem o benefício.
- Atividades extracurriculares contam para a frequência? Sim, desde que atendam às diretrizes da escola e sejam informadas corretamente no sistema.
- Onde pedir orientação sobre condicionalidades? Procure o CRAS, a escola do estudante ou consulte o Ministério em canais próprios e autorizados.
Confira mais informações no portal O Bolsa Família Brasil.













