A atualização cadastral tornou-se um tema sensível e central para quem depende do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou do Programa Bolsa Família, especialmente entre idosos e pessoas com deficiência que vivem sozinhas. Em 2026, mudanças importantes entraram em vigor, trazendo novas exigências para atualização cadastral e reforçando a necessidade de atenção para evitar bloqueios ou a suspensão de pagamentos desses benefícios tão essenciais.
O que muda para os beneficiários em 2026?
A Lei nº 15.077/2024 definiu que, a partir deste ano, programas federais de transferência de renda, como o BPC e o Bolsa Família, exigirão que todas as informações estejam atualizadas no Cadastro Único dentro do prazo máximo de vinte e quatro meses. Isso significa que, se o cadastro da família não estiver atualizado dentro deste prazo, o benefício poderá ser suspenso, trazendo impactos imediatos para famílias unipessoais, ou seja, compostas por um único morador.
A principal alteração envolve a necessidade de que, a partir 1° de janeiro de 2026, a inscrição ou atualização dessas famílias só poderá ser realizada presencialmente no domicílio do beneficiário, salvo exceções previstas em regulamento federal. Isso impacta especialmente idosos e pessoas com deficiência que moram sozinhos, pois reforça o cruzamento de informações para garantir que os benefícios sejam pagos apenas a quem realmente precisa.
Regras para a atualização cadastral no domicílio
Segundo a legislação vigente, as famílias unipessoais que recebem o BPC só terão a concessão ou manutenção do benefício mediante entrevista domiciliar. A atualização cadastral feita no endereço do beneficiário é uma forma do Governo Federal verificar a real condição de moradia e o cumprimento das demais exigências. A regra vale tanto para primeira inscrição quanto para atualizações cadastrais necessárias para a continuidade do recebimento do benefício.

Exceções à visita domiciliar
Existem situações previstas em lei nas quais a exigência de atualização cadastral por meio de visita domiciliar poderá ser dispensada. Isso se aplica a localidades de difícil acesso, impossibilidade de deslocamento devido à idade avançada ou condições de saúde, bem como qualquer outra condição determinante. Nesses casos, a família não será prejudicada até que o poder público forneça meios para a atualização, seja por visita, uso de tecnologia ou atendimento móvel.
Como agendar a visita domiciliar do Cadastro Único em 2026?
O agendamento é feito prioritariamente pelo CRAS do município. Após procurar o CRAS, o beneficiário informa seus dados e aguarda contato do agente social, que irá programar a visita conforme disponibilidade e fluxo de atendimento local.
Caso esteja em região de difícil acesso ou o beneficiário tenha restrição de mobilidade, a equipe do CRAS pode orientar alternativas, como atendimento móvel ou agendamento por telefone, garantindo que o direito ao benefício não seja interrompido injustamente. Por isso, mantenha sempre o endereço, telefone e dados de contato muito bem atualizados tanto no Cadastro Único quanto no CRAS.
Passo a passo para atualização cadastral em 2026
- Verifique se seu cadastro possui mais de 24 meses sem atualização. Caso sim, busque orientação no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) local.
- Aguarde o agendamento da visita domiciliar, realizada por um agente autorizado.
- Garanta que todos os moradores e beneficiários estejam presentes durante a visita (no caso de famílias unipessoais, o beneficiário deverá receber o agente individualmente)
- Separe a documentação exigida: documento de identificação com foto, comprovante de residência atualizado, laudo médico (em caso de deficiência), entre outros, conforme solicitado.
- Aguarde a análise e eventuais notificações do Governo Federal via órgãos oficiais caso haja necessidade de complementação ou regularização.
Após a visita domiciliar, os dados são validados e encaminhados ao sistema do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. O acompanhamento do status do benefício pode ser feito no próprio CRAS, pelo aplicativo oficial do CadÚnico ou em canais oficiais digitais, caso haja disponibilidade tecnológica na localidade.
Documentação necessária para o cadastro domiciliar
- Documento de identificação oficial com foto (RG, carteira de trabalho, entre outros)
- CPF
- Comprovante de residência atualizado
- Cartão do benefício (se houver)
- Laudo médico, quando aplicável para pessoas com deficiência
Ter esses documentos organizados facilita o processo de atualização e evita atrasos na liberação do benefício.
Como tirar dúvidas e buscar suporte oficial
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome disponibiliza atendimento exclusivo a técnicos e gestores municipais para orientações sobre o Cadastro Único. O atendimento do chat oficial está disponível de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Para acessar, utilize o chat de suporte do MDS. Para assuntos específicos, o órgão conta com secretarias especializadas: Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único, Renda de Cidadania, e Benefícios Assistenciais.
Assista o vídeo e confira como realizar a atualização do CadÚnico, sem perder o direito aos seus benefícios:













