A partir de 11 de fevereiro de 2026, o vale-refeição e o vale-alimentação terão mudanças importantes para aumentar a transparência e a concorrência no setor. Com as novas regras, empresas, funcionários e donos de estabelecimentos precisam ficar atentos às novidades que afetam cerca de 22 milhões de brasileiros.
Para o trabalhador, as alterações trazem mais liberdade de escolha e facilidade no uso diário. Já para os comerciantes, as vantagens incluem taxas menores, pagamentos mais rápidos e mais chances para pequenos negócios entrarem no sistema. Confira a seguir o que muda na prática, as diferenças entre os cartões e como se adaptar às novas regras do vale-refeição.
O que muda nas regras do vale-refeição em 2026?
Em fevereiro de 2026 entram em vigor regras que alteram a dinâmica dos benefícios de alimentação e refeição no Brasil. As mudanças têm como foco principal democratizar o acesso, ampliar aceitação e estimular a concorrência. Na prática, os trabalhadores passam a ter liberdade total para usar seus cartões VR ou VA em qualquer maquininha de cartão, independente da operadora, garantindo que sejam aceitos em mais restaurantes, mercados e padarias.
Além disso, o custo para os comerciantes diminui. Um dos destaques é o limite nas taxas cobradas: a taxa da credenciadora será de no máximo 3,6% e da emissora, 2%. O prazo de pagamento, que chegava a 60 dias, será obrigatoriamente de até 15 dias corridos, reduzindo impacto no fluxo de caixa dos estabelecimentos. Estas alterações fazem parte de uma estratégia maior que visa eliminar práticas consideradas abusivas, como as “vendas casadas”, e padronizar as regras para todos os envolvidos.
Principais diferenças entre vale-refeição e vale-alimentação
Apesar de semelhantes, existem diferenças entre os dois principais benefícios alimentares concedidos pelas empresas. O vale-refeição é destinado ao pagamento de refeições prontas em restaurantes, lanchonetes e padarias, enquanto o vale-alimentação permite compras em supermercados, açougues, hortifrutis e afins, focando na aquisição de gêneros alimentícios in natura ou processados.
Com as mudanças, ambos ganham flexibilidade, mas a diferença no local e tipo de uso continua: o vale-refeição é voltado ao consumo imediato de refeições, já o vale-alimentação serve para compras de produtos consumidos em casa.

Direitos dos trabalhadores com as novas regras
O Governo Federal reforça, por meio da legislação, que o trabalhador terá mais poder de decisão sobre o local onde quer utilizar seu benefício. Essa liberdade de escolha é garantida graças à interoperabilidade, que permitirá uso do vale em qualquer estabelecimento habilitado para recebimento, independentemente da bandeira da máquina.
Além disso, o fim das “vendas casadas” traz mais justiça ao sistema, impedindo exigências como obrigatoriedade do comerciante aceitar múltiplos serviços para integrar o programa. A transparência nas taxas cobradas também dá ao trabalhador mais clareza sobre as condições do benefício, melhorando a experiência de uso.
Impactos para empresas e empregadores
Para as empresas, as novas normas do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) trazem também desafios e vantagens. Com a concorrência entre bandeiras, é possível negociar melhores condições para a contratação dos benefícios, economizando diretamente nos custos operacionais.
Empregadores devem revisar contratos vigentes, se preparar para o novo limite de taxas e reavaliar parcerias com bandeiras e operadoras de cartões. Pequenos estabelecimentos são incentivados a aderir ao sistema, pois as novas regras facilitam a entrada ao padronizarem taxas e prazos, além de eliminarem práticas restritivas que outrora dificultavam sua participação.
Onde buscar mais informações?
Quem desejar se aprofundar nas regras, recomenda a consulta direta ao site do Ministério do Trabalho e Emprego e ao Portal da Legislação, onde é possível acompanhar todos os decretos, portarias e comunicados oficiais sobre o vale-refeição e o Programa de Alimentação do Trabalhador. Para dúvidas específicas, sindicatos de trabalhadores e associações de comerciantes também são fontes confiáveis para orientações personalizadas e apoio na adaptação às mudanças, assim como canais de atendimento das operadoras de cartões e as atualizações constantes do O Bolsa Família Brasil.



