O Rio Grande do Sul acaba de aprovar o Programa Família Gaúcha, benefício social que pagará até R$ 250 mensais para famílias em situação de vulnerabilidade. A iniciativa foi oficializada na terça-feira (11) pela Assembleia Legislativa, com 42 votos favoráveis e apenas três contrários. O investimento total será de R$ 120 milhões, vindos do Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul (Funrigs).
O programa atenderá famílias de 92 municípios gaúchos durante 22 meses, oferecendo não apenas auxílio financeiro, mas também acompanhamento técnico para promover autonomia e independência econômica. Os pagamentos serão realizados através do Cartão Cidadão, com previsão de início no primeiro semestre de 2026.
Quem tem direito ao benefício de R$ 250
Requisitos principais para participar
Para receber o Família Gaúcha, as famílias precisam atender aos seguintes critérios:
- Estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais
- Residir em um dos 92 municípios participantes do programa
- Apresentar baixo Índice de Vulnerabilidade Familiar (IVF/RS)
- Cumprir condicionalidades de acompanhamento social, educacional e de saúde
- Participar das ações conduzidas pelos Agentes de Desenvolvimento da Família
A seleção priorizará famílias em situação de maior risco social e econômico, identificadas através do IVF/RS, ferramenta específica para medir vulnerabilidade no estado.
Como funciona o programa Família Gaúcha
Estrutura de acompanhamento
O programa vai além da transferência de renda. Cada família beneficiária receberá:
- Visitas domiciliares regulares dos agentes sociais
- Plano individualizado com metas educacionais e profissionais
- Capacitação profissional gratuita
- Monitoramento contínuo do progresso familiar
- “Tabuleiro de progresso” para visualizar avanços nas metas
Segundo o secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, a proposta busca ser uma “porta de saída” da pobreza, não apenas um auxílio temporário. O acompanhamento técnico será realizado em parceria com a Unesco.
Municípios atendidos
O programa contemplará 92 cidades, incluindo:
- 1. Agudo
- 2. Alegrete
- 3. Alegria
- 4. Alvorada
- 5. Arambaré
- 6. Arroio do Meio
- 7. Arroio do Tigre
- 8. Arroio dos Ratos
- 9. Bagé
- 10. Barão do Triunfo
- 11. Bom Retiro do Sul
- 12. Boqueirão do Leão
- 13. Cachoeira do Sul
- 14. Camaquã
- 15. Campo Bom
- 16. Candelária
- 17. Canoas
- 18. Capela de Santana
- 19. Cerrito
- 20. Cerro Branco
- 21. Charqueadas
- 22. Cruz Alta
- 23. Cruzeiro do Sul
- 24. Dezesseis de Novembro
- 25. Dona Francisca
- 26. Eldorado do Sul
- 27. Encantado
- 28. Engenho Velho
- 29. Erechim
- 30. Esperança do Sul
- 31. Esteio
- 32. Estrela
- 33. Estrela Velha
- 34. Faxinal do Soturno
- 35. Feliz
- 36. Fontoura Xavier
- 37. General Câmara
- 38. Gravataí
- 39. Guaíba
- 40. Horizontina
- 41. Ibarama
- 42. Igrejinha
- 43. Ijuí
- 44. Iraí
- 45. Itaara
- 46. Jaguari
- 47. Lagoão
- 48. Maçambará
- 49. Montenegro
- 50. Muitos Capões
- 51. Nova Palma
- 52. Nova Santa Rita
- 53. Novo Hamburgo
- 54. Palmares do Sul
- 55. Paraíso do Sul
- 56. Parobé
- 57. Passo do Sobrado
- 58. Pelotas
- 59. Pinhal Grande
- 60. Porto Alegre
- 61. Quevedos
- 62. Restinga Seca
- 63. Rio Grande
- 64. Rio Pardo
- 65. Roca Sales
- 66. Rolante
- 67. Santa Cruz do Sul
- 68. Santa Maria
- 69. Santa Rosa
- 70. Santana do Livramento
- 71. São Borja
- 72. São Gabriel
- 73. São Jerônimo
- 74. São José do Norte
- 75. São Leopoldo
- 76. São Martinho da Serra
- 77. São Nicolau
- 78. São Sebastião do Caí
- 79. Sapiranga
- 80. Sapucaia do Sul
- 81. Segredo
- 82. Tabaí
- 83. Taquara
- 84. Três Coroas
- 85. Três Forquilhas
- 86. Triunfo
- 87. Uruguaiana
- 88. Vale Verde
- 89. Vera Cruz
- 90. Veranópolis
- 91. Viamão
- 92. Vila Nova do Sul
As localidades foram selecionadas com base em critérios socioeconômicos e em dados do Cadastro Único e do IVF/RS, priorizando regiões com maior concentração de pobreza e vulnerabilidade social.
Diferenças entre o Família Gaúcha e outros programas
O novo programa estadual funcionará de forma complementar ao Bolsa Família, sem substituí-lo. Enquanto o benefício federal é permanente para quem atende aos critérios, o Família Gaúcha tem duração limitada de 22 meses e foco específico na emancipação econômica.
A metodologia inclui inovações como o acompanhamento individualizado e o estabelecimento de metas concretas para cada família. Os resultados serão avaliados através de relatórios semestrais, para garantir transparência na aplicação dos recursos públicos.
Quando começam os pagamentos
Os repasses do Família Gaúcha estão previstos para iniciar no primeiro semestre de 2026. Antes disso, será realizado todo o processo de seleção das famílias beneficiárias e emissão dos Cartões Cidadão.
Famílias interessadas devem garantir que estão com cadastro atualizado no CadÚnico. Para mais informações sobre programas sociais e benefícios, acompanhe o portal O Bolsa Família Brasil.
Dúvidas frequentes
Quem seleciona os profissionais do programa? Todos os agentes são selecionados pelo CIEE através de processo técnico transparente, sem indicações políticas.
O programa atende todo o estado? Inicialmente, apenas 92 municípios participarão, escolhidos por critérios de vulnerabilidade social.
Precisa fazer inscrição específica para o programa? As famílias serão selecionadas automaticamente com base no Cadastro Único e no Índice de Vulnerabilidade Familiar.









