Em 2025, muitos ainda se perguntam se o Desenrola Brasil segue disponível para novos cadastros e negociações de dívidas. Este artigo oferece uma análise atualizada sobre a situação do programa, quem foi beneficiado, os critérios utilizados, o que fazer agora e como evitar armadilhas.
Como funcionou o programa Desenrola Brasil e quem pôde participar
Lançado pelo governo federal, o Desenrola Brasil ofereceu condições especiais para a renegociação de dívidas de pessoas físicas inadimplentes. O ponto forte foi a Faixa 1, que contemplou pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritos no Cadastro Único (CadÚnico). A elegibilidade incluía dívidas negativadas entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, limitadas a até R$ 20 mil (antes dos descontos).
Graças à iniciativa, mais de 14 milhões de cidadãos renegociaram aproximadamente R$ 51,7 bilhões em dívidas. O desconto médio foi de 83% sobre o valor devido, podendo ultrapassar 96% em casos pontuais. O pagamento podia ser realizado à vista ou em até 60 parcelas, sem necessidade de entrada e com opções de bancos e agentes financeiros.
Os acordos incluíram não só débitos bancários, como cartão de crédito, mas também contas atrasadas de energia, água, telefonia, ensino e varejo. Além disso, era possível juntar dívidas de diferentes credores em uma única negociação.
O Desenrola Brasil está disponível ainda em 2025?
Apesar da grande procura e de dois adiamentos no prazo, o Desenrola Brasil foi encerrado oficialmente em 20 de maio de 2024. Essa decisão foi consolidada pela Medida Provisória nº 1.211 de 27 de março de 2024. Portanto, não é mais possível se inscrever, cadastrar ou negociar novos débitos pelo programa neste ano.
Quem não aproveitou as condições devem buscar alternativas diretamente nos canais de relacionamento dos bancos, financeiras e empresas de crédito. Algumas dessas empresas continuam oferecendo ofertas próprias de renegociação, mas fora do Desenrola.

Como saber se um acordo foi realizado durante o Desenrola?
Os participantes que negociaram dívidas pelo Desenrola podem conferir suas negociações diretamente via plataforma do GOV.BR, com qualquer tipo de conta (bronze, prata ou ouro). O detalhamento dos acordos também pode ser solicitado junto ao agente financeiro onde a inadimplência foi registrada.
As informações negociadas aparecem no relatório de empréstimos e financiamentos do Banco Central, disponível pelo sistema Registrato. Importante: o fato de aparecer no Registrato não caracteriza restrição ao CPF, e não implica na perda de benefícios sociais, como auxílio do Bolsa Família ou outros programas governamentais.
Cuidados pós-Desenrola: prevenção a fraudes e alternativas de renegociação
Após o término, surgiram tentativas de golpe utilizando o nome do Desenrola. Evite fornecer dados pessoais a supostos agentes ou intermediários que prometam inclusão tardia no programa. Sempre busque informações nas plataformas oficiais dos bancos ou no site do Ministério da Fazenda.
Para quem não conseguiu participar, é recomendado procurar diretamente o banco no qual mantém as dívidas. Algumas instituições contam com canais próprios para renegociação e facilitação de pagamento. Se a inadimplência está relacionada a pequeno negócio, existe o Desenrola Pequenos Negócios, válido para empresas e MEIs, com condições específicas.
Orientações rápidas para renegociar dívidas em 2025
- Entre em contato diretamente com seu banco ou financeira
- Apresente sua situação e peça propostas de pagamento facilitado
- Fique atento a programas regionais de renegociação de dívidas
- Nunca aceite ofertas ou links enviados por desconhecidos, ou canais informais
O que fazer se perdeu o prazo do Desenrola?
Entre em contato com seu agente financeiro ou use os aplicativos oficiais, como o da Caixa Econômica Federal, para buscar condições de pagamento diferenciadas. Avalie também se sua dívida se enquadra no programa para pequenos negócios, caso atue como empreendedor ou MEI.
Qual experiência você teve com o Desenrola? Pretende renegociar seus débitos por meios próprios? Para mais atualizações, acesse o site O Bolsa Família Brasil.















