O ano de 2025 promete mudanças importantes para os pais brasileiros. O debate sobre o aumento da licença-paternidade ganhou força após decisão do STF, que determinou ao Congresso Nacional a regulamentação desse direito.
Com expectativa e esperança, muitos trabalhadores aguardam por informações claras sobre o novo cenário, os impactos e como solicitar o benefício ampliado. Este conteúdo reúne tudo o que você precisa saber para se preparar para as possíveis novidades.
O que muda com o aumento da licença paternidade?
Atualmente, a licença-paternidade no Brasil é de cinco dias corridos, conforme previsto na CLT e na Constituição de 1988. Com a pressão do STF e projetos em tramitação, o prazo pode ser ampliado para 15, 30 ou até 60 dias, dependendo do texto aprovado.
O objetivo é garantir mais tempo de convivência entre pais e filhos recém-nascidos, fortalecer vínculos familiares e promover maior equilíbrio na divisão de responsabilidades parentais.
Como está a legislação atual sobre licença paternidade?
O direito à licença-paternidade está assegurado desde 1988, mas a regulamentação definitiva nunca foi aprovada. O prazo de cinco dias permanece como regra geral, exceto para empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, que podem oferecer até 20 dias.
O STF determinou que o Congresso teria até julho de 2025 para aprovar uma lei complementar sobre o tema, sob risco de omissão legislativa.
Quais países já adotaram licenças paternidade ampliadas?
Na América Latina, a maioria dos países concede entre dois e 14 dias de licença para pais. Apenas dois países oferecem o mínimo recomendado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho ), que são 14 dias.
Já na Europa, exemplos como Espanha e Finlândia se destacam: nesses locais, a licença pode chegar a 365 dias, considerando licenças parentais compartilhadas. Essas experiências mostram que ampliar o benefício traz impactos positivos para famílias e para a sociedade.
Impactos para empresas e trabalhadores
Estudos internacionais apontam que a ampliação da licença-paternidade não reduz a empregabilidade dos homens. Pelo contrário, há ganhos em produtividade, retenção de talentos e satisfação dos funcionários.
Para as mães, o benefício contribui para maior equilíbrio no mercado de trabalho e na divisão das tarefas domésticas. O vínculo entre pai e filho também se fortalece, favorecendo o desenvolvimento infantil.
Como o Congresso Nacional discute o tema em 2025?
Após a decisão do STF, o Congresso Nacional acelerou a análise de projetos que ampliam a licença-paternidade. O principal texto em discussão prevê a extensão para 15 dias, mas há propostas que sugerem 30 ou até 60 dias, de forma gradual ou imediata.
O tema é tratado como prioridade, com expectativa de votação ainda no segundo semestre de 2025. A obrigatoriedade e a intransferibilidade do benefício também estão em debate.
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Como solicitar a licença paternidade ampliada?
Passo a passo para garantir o benefício
- Comunique o RH da empresa sobre o nascimento, adoção ou guarda da criança.
- Apresente a documentação exigida (certidão de nascimento, termo de guarda ou adoção).
- Verifique se a empresa participa do Programa Empresa Cidadã para possível extensão do prazo.
- Acompanhe as atualizações legislativas para saber se o novo prazo já está em vigor.
- Em caso de dúvidas, consulte o sindicato da categoria ou o setor de recursos humanos.
Comparação internacional e benefícios sociais
Países que adotaram licenças paternidade mais longas registraram avanços em igualdade de gênero, saúde mental dos pais e desenvolvimento das crianças. O debate sobre a obrigatoriedade e a intransferibilidade do benefício é fundamental para garantir que todos os pais possam usufruir desse direito sem receios ou pressões.
Perguntas Frequentes
- O aumento da licença-paternidade já está valendo?
Não. O Congresso ainda discute o tema e a nova lei deve ser aprovada até 2025. - Quem trabalha como autônomo tem direito?
Atualmente, o benefício é garantido apenas para trabalhadores com carteira assinada. Mudanças podem ser discutidas em novos projetos de lei. - É possível dividir a licença entre pais?
O debate sobre intransferibilidade está em andamento. A tendência é que o benefício seja exclusivo para o pai. - O benefício vale para casais homoafetivos?
Sim, desde que haja reconhecimento legal da união e do vínculo com a criança. - Como acompanhar as novidades sobre o tema?
Fique atento às notícias do Congresso e consulte fontes confiáveis para atualizações.